Goiás apresentou resultado positivo nas contas públicas no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado da Economia à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), a receita total líquida chegou a R$ 16,33 bilhões, enquanto a despesa liquidada ficou em R$ 15,62 bilhões, resultando em uma diferença favorável de R$ 710 milhões no segundo bimestre.
Contas públicas apresentam resultado positivo
Os números foram apresentados durante audiência pública realizada pela Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Alego, na quarta-feira (26), para a prestação de contas referente aos primeiros quatro meses do ano. A secretária de Estado da Economia, Renata Lacerda Noleto, destacou a trajetória considerada positiva dos indicadores fiscais de Goiás.
No terceiro bimestre, o Estado também registrou resultado favorável, com superávit orçamentário de R$ 420 milhões. Para a Secretaria da Economia, os dados indicam um cenário de equilíbrio e contribuem para a sustentabilidade das finanças estaduais.
A receita bruta total alcançou R$ 22,89 bilhões no período. Desse montante, aproximadamente R$ 7 bilhões foram destinados a repasses e deduções, fazendo com que a receita total líquida chegasse a R$ 16,33 bilhões.
Entre as principais fontes de arrecadação estão as receitas tributárias, que representam 63,6% da receita bruta e incluem ICMS, IPVA, ITCD e Imposto de Renda Retido na Fonte. As transferências correntes recebidas da União correspondem a 19,3%, enquanto outras receitas correntes representam 16,8%.
Saúde supera mínimo constitucional
Os dados apresentados também mostram que Goiás aplicou 15,89% das receitas na área da saúde durante o período analisado. O percentual está acima do mínimo constitucional de 12%.
Na educação, a aplicação chegou a 22,98%, aproximando-se do percentual mínimo anual de 25%. A Secretaria da Economia ressalta, porém, que a verificação definitiva do cumprimento dos índices constitucionais ocorre somente após o encerramento do exercício financeiro.
Em valores, a despesa com educação chegou a R$ 2,72 bilhões, enquanto a saúde recebeu R$ 2,16 bilhões no período analisado.
Endividamento permanece abaixo do limite legal
Outro indicador apresentado durante a audiência foi o nível de endividamento do Estado. A dívida consolidada líquida correspondeu a 32,48% da Receita Corrente Líquida (RCL), percentual bastante inferior ao limite máximo de 200% estabelecido pela legislação.
A RCL acumulada nos últimos 12 meses alcançou R$ 46,18 bilhões e apresentou variação positiva.
Durante a audiência, a secretária também explicou a evolução da dívida consolidada. Segundo os dados apresentados, o estoque da dívida estadual passou de R$ 19,6 bilhões em 2018 para R$ 28,5 bilhões atualmente. Apesar do crescimento nominal, a Secretaria aponta uma redução de 2% em termos reais.
Despesas com pessoal dentro dos parâmetros
As despesas com pessoal também permaneceram dentro dos limites previstos pela legislação. Até o segundo bimestre, o Poder Executivo comprometeu 42,28% da receita com despesas de pessoal, percentual abaixo do limite de alerta.
Considerando Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunais de Contas, a despesa total com pessoal chegou a R$ 23,27 bilhões, equivalente a 50,41% da receita.
Do total, R$ 18,60 bilhões correspondem ao Governo de Goiás; R$ 2,57 bilhões ao Tribunal de Justiça; R$ 610 milhões à Assembleia Legislativa; R$ 440 milhões ao Tribunal de Contas do Estado; R$ 210 milhões ao Tribunal de Contas dos Municípios; e R$ 850 milhões ao Ministério Público.
Previdência continua entre os principais gastos
A previdência social aparece como a principal despesa por função, com R$ 3,26 bilhões. Na sequência estão educação, com R$ 2,72 bilhões; saúde, com R$ 2,16 bilhões; segurança pública, com R$ 1,68 bilhão; dívida estadual, com R$ 1,02 bilhão; assistência e habitação, com R$ 400 milhões; e transporte e infraestrutura, com R$ 290 milhões.
O custo da previdência para o Tesouro Estadual somou R$ 2,67 bilhões entre janeiro e abril. O valor representa aproximadamente 33% da estimativa de R$ 8 bilhões para cobrir o déficit previdenciário durante todo o ano de 2026.
Os números apresentados na audiência indicam, portanto, um cenário de equilíbrio das contas estaduais no início de 2026, com receita superior às despesas no período analisado, controle relativo do endividamento e manutenção dos gastos públicos dentro dos parâmetros legais.
Fonte: Agência Assembleia de Notícias / Assembleia Legislativa de Goiás.



