Diante dos significativos prejuízos causados pela seca na produção de soja, o Programa Tess (Tecnologia e Sustentabilidade no Setor Agrícola) foi lançado com o objetivo de ampliar as ações de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e transferência de tecnologias para mitigar os danos decorrentes dessa condição climática.
Uma estimativa divulgada pela Embrapa revelou que os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul perderam um total de 403 milhões de sacas de soja na safra 2021/22, resultando em um prejuízo de aproximadamente US$ 14,9 bilhões. Esses números alarmantes evidenciam a urgência de buscar soluções para minimizar os impactos negativos da seca na produção agrícola.
Atualmente, a grande maioria dos 43 milhões de hectares destinados ao cultivo da soja no Brasil é conduzida em regime de sequeiro, ou seja, dependente exclusivamente da chuva para seu desenvolvimento. Apenas 2 milhões de hectares contam com sistemas de irrigação, representando menos de 10% da área total. Essa situação coloca a produção em risco, uma vez que é comum a ocorrência de períodos com baixa precipitação e altas temperaturas.
Com o intuito de enfrentar esse desafio, o Programa Tess utilizará tecnologias como drones, satélites e inteligência artificial para coletar dados precisos sobre as lavouras de soja. Essas informações serão fundamentais para identificar plantas mais resistentes à seca, subsidiando os esforços de melhoramento genético e possibilitando a seleção de variedades que apresentem maior tolerância às condições climáticas adversas.
A iniciativa busca, assim, aliar o conhecimento científico e tecnológico ao setor agrícola, oferecendo soluções inovadoras que permitam enfrentar os desafios impostos pela seca na produção de soja. O Programa Tess representa um importante passo para impulsionar a resiliência e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro diante das adversidades climáticas, buscando minimizar os prejuízos econômicos e garantir a segurança alimentar no país.
O programa está em fase inicial e conta com a colaboração de instituições de pesquisa, universidades, empresas do setor agrícola e demais parceiros. A expectativa é que, por meio dessa colaboração, seja possível desenvolver soluções efetivas e promissoras para garantir a produtividade e a estabilidade da produção de soja mesmo diante dos desafios impostos pela seca.
Fonte: Embrapa.



