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Dia Mundial sem Tabaco: “Qualquer tipo de tabagismo é prejudicial à saúde”, alerta Governo de Goiás

Cigarro eletrônico e narguilé trazem tantos prejuízos à saúde quanto o cigarro comum, mas estão entre os favoritos para população entre 18 e 24 anos
Procon Goiás realiza apreensão de cigarros eletrônicos durante fiscalização em Jaraguá. Foto: SSP-GO.
Procon Goiás realiza apreensão de cigarros eletrônicos durante fiscalização em Jaraguá. Foto: SSP-GO.

Em comemoração ao Dia Mundial sem Tabaco, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) destaca a preocupação com o crescente uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre os jovens. De acordo com dados da SES-GO, o cigarro eletrônico é a opção favorita de 16% da população fumante em Goiás, com idades entre 18 e 24 anos. A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim, alerta sobre os perigos desse vício e ressalta a importância de conscientizar os jovens sobre os riscos associados ao uso desses dispositivos.

O primeiro inquérito de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis por Inquérito Telefônico (Vigitel) revela que o consumo de cigarro, álcool e o sobrepeso aumentam as chances de ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis, como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares. Flúvia destaca que, apesar de o Brasil ser uma referência no combate ao tabagismo e ter obtido sucesso nas medidas de controle do tabaco, é necessário adaptar as abordagens para atingir esse público jovem e alertar sobre os riscos dos dispositivos que se apresentam como menos nocivos, mas não são.

O levantamento também revela que 13,1% da população goiana são fumantes, enquanto a média nacional é de 9,1%. A coordenadora de Vigilância de Doenças Crônicas e Fatores de Risco da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) da SES-GO, Selma Alves Tavares de Oliveira, ressalta os perigos do cigarro eletrônico, que contém nicotina, substância responsável por efeitos prejudiciais ao sistema cardiovascular. Além disso, outros produtos químicos são inalados pelos usuários de cigarros eletrônicos, variando de acordo com a marca utilizada, como solventes químicos, metais pesados e diversas substâncias prejudiciais à saúde.

Para combater esse problema, a Suvisa realiza o monitoramento de dados que auxiliam na elaboração de políticas públicas e capacita os fiscais sanitários do estado e dos municípios. Esses fiscais realizam inspeções em produtos comercializados, estabelecimentos e até mesmo em publicidade relacionada aos cigarros eletrônicos. No mês de abril, foi realizada uma capacitação em Goiânia, ministrada por técnicos da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) e do Instituto Nacional de Câncer (Inca), com o objetivo de fortalecer as ações de fiscalização e controle desses produtos.

Fonte: Secretaria de Segurança Pública – Secretaria de Estado da Saúde – Governo de Goiás

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