As escolas da rede pública estadual de Educação de Goiás estão se dedicando a projetos de cultivo de hortas como parte de sua abordagem educacional. O objetivo dessas iniciativas é conscientizar os alunos sobre a importância de uma alimentação saudável, estimular o interesse pela agricultura e diversificar o cardápio da merenda escolar.
No Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) José David Skaf, localizado em Senador Canedo, os alunos do Ensino Médio têm a oportunidade de participar da disciplina eletiva “Hortaliça – Agricultura Ecológica e Consumo Saudável”. Sob a orientação do professor Sinvaldo de Souza, que ministra aulas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e disciplinas eletivas, os estudantes se envolvem em todas as etapas do projeto, desde o plantio das mudas até a colheita dos produtos.
A abordagem teórica oferece aos alunos a oportunidade de aprender sobre os benefícios nutricionais de uma alimentação saudável, enquanto a prática na horta permite que eles coloquem em prática o conhecimento adquirido. “Além de enriquecer o processo de ensino, a horta também contribui para a diversificação do cardápio da merenda escolar com os alimentos cultivados”, afirma o professor Souza.
As hortas cultivadas nas escolas oferecem uma variedade de vegetais, como alface, milho, coentro, repolho, beterraba e cebolinha, que são incorporados ao cardápio diário. Essa diversidade permite a alternância dos pratos, garantindo um equilíbrio e um balanceamento adequados dos nutrientes.
De acordo com a gestora do Cepi José David Skaf, Leila Miranda, os alunos têm demonstrado apreço pelos alimentos orgânicos que são adicionados ao cardápio. “Procuramos incentivá-los a aproveitar os espaços disponíveis, economizando e incorporando os produtos cultivados aqui mesmo. Eles gostam muito”, relata Miranda.
Outra escola que também tem investido em projetos práticos e teóricos de cultivo é o Colégio Estadual Cônego Trindade, localizado em São João da Paraúna. A horta da escola está em seu segundo ano de funcionamento e tem sido uma experiência enriquecedora para os estudantes, muitos dos quais têm origem rural. O professor Arllan Gonçalves, responsável pelo projeto em conjunto com a professora Brunna Nunes, explica que a vivência prévia no campo tem sido fundamental para o sucesso do projeto.
Além de expandir o conhecimento e o interesse científico dos alunos, os alimentos excedentes são doados às famílias dos estudantes que se encontram em situação de vulnerabilidade social, promovendo a solidariedade e o combate à insegurança alimentar.
Essas iniciativas demonstram o compromisso das escolas estaduais em promover uma educação integral, engajando os alunos em práticas sustentáveis e incentivando a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Ao integrar a teoria e a prática, essas escolas estão formando cidadãos conscientes e preparados para um futuro sustentável.
Fonte: Secretaria de Estado da Educação (Seduc) – Governo de Goiás.



