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Brasileiros vencem competição de Harvard com ideia de app para o SUS

O PulSUS promete ser inovação na área de cardiologia, auxiliando médicos e pacientes na condução do tratamento e na adoção de hábitos saudáveis.
Brasileiros vencem competição de Harvard com ideia de app para o SUS. Foto: Divulgação / Hackathon.
Brasileiros vencem competição de Harvard com ideia de app para o SUS. Foto: Divulgação / Hackathon.

Cinco estudantes de medicina brasileiros participaram do Hackathon Internacional de 2023, promovido pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, com o objetivo de criar soluções digitais para sistemas de saúde de alto valor na América Latina e no Caribe. O grupo desenvolveu um aplicativo chamado PulSUS, que visa otimizar a rotina dos profissionais de cardiologia, principalmente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O PulSUS fornece aos médicos um relatório sobre o perfil da população da região em que a UBS está localizada, permitindo uma melhor compreensão dos padrões de saúde da comunidade. Além disso, os pacientes podem registrar seus sintomas e a regularidade com que tomam medicamentos, o que facilita o acompanhamento médico e o tratamento adequado.

O aplicativo também oferece informações atualizadas sobre o estado de saúde do paciente, evitando o uso de resultados de exames antigos. Uma funcionalidade importante é incentivar hábitos saudáveis ​​entre os usuários, por meio de notificações e do acúmulo de “cardicoins”, que podem ser trocados por cupons de desconto em serviços como academias e sacolões.

A equipe brasileira calculou que o PulSUS poderia ajudar a economizar cerca de R$ 1,7 bilhão por ano, reduzindo internações desnecessárias e direcionando o tratamento para a atenção primária à saúde. A ideia é melhorar o acompanhamento médico, prevenir doenças cardiovasculares e promover uma vida mais saudável.

Os criadores do PulSUS também pretendem adicionar elementos de gamificação ao aplicativo, promovendo competições saudáveis entre os usuários e incentivando a adesão ao tratamento e a hábitos saudáveis. Eles estão atualmente na etapa de incubação do projeto, realizando testes e coletando resultados para possível implementação do aplicativo no país.

Além do grupo vencedor, outro time brasileiro conquistou o segundo lugar no Hackathon, com um projeto chamado “Prediomic”, que busca desenvolver uma ferramenta clínica não invasiva para prever o estado molecular do glioblastoma, um câncer de cérebro agressivo.

Essas iniciativas demonstram a busca por soluções inovadoras e tecnológicas na área da saúde, visando melhorar a eficiência dos sistemas de saúde e proporcionar um atendimento mais acessível e eficaz aos pacientes.

Artigo original: Revista Galileu Tecnologia.

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