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Assentamento rural em Cristalina receberá investimento de R$ 750 mil para construção de fossas

Dinheiro a ser investido vem da cobrança pelo uso de recursos hídricos e foi arrecadado pelo comitê federal que gerencia a bacia hidrográfica do Rio Paranaíba. O projeto vai levar benefício direto a mais de 100 pessoas que vivem na região.
Exemplo das fossas que serão construídas no assentamento Vitória, em Cristalina. Foto: Semad.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba aprovou o investimento de R$750 mil na construção de 52 fossas sépticas em um assentamento rural chamado Vitória, em Cristalina. O projeto visa beneficiar a população local de 109 pessoas, além de prevenir o despejo de esgoto em leitos d’água da bacia do Paranaíba, alcançando famílias que vivem na região da bacia do São Marcos. O projeto prevê a aquisição e instalação de 52 estações compactas de tratamento biológico, compostas por caixa gradeada, reator anaeróbico e capacidade de tratamento de efluentes domésticos para no mínimo quatro pessoas.

A agência ABHA é responsável pela aquisição do material e contratação da implementação do projeto. O comitê federal do Rio Paranaíba arrecada cerca de R$20 milhões por ano com a cobrança pelo uso de recursos hídricos, um dos instrumentos de gestão que funciona como uma taxa de condomínio e é investido no cuidado com a bacia hidrográfica.

O comitê do Paranaíba é formado por representantes do poder público, setores usuários de água, entidades não governamentais de Goiás e outros três estados, tendo uma diretoria formada por quatro cargos e um plenário com 45 titulares e seus respectivos suplentes. A construção das fossas sépticas visa reduzir o despejo de efluentes nos leitos d’água da bacia, contribuindo para a finalidade do colegiado de definir as diretrizes para o uso e conservação das águas da bacia.

Os valores investidos com a cobrança pelo uso de recursos hídricos não vão para o Estado e são geridos pelo comitê da respectiva bacia hidrográfica, garantindo a segurança hídrica dos múltiplos usos. Só em Goiás, o comitê investiu R$5 milhões em 2022 e nesse ano, o valor deve chegar a R$ 8 milhões. O restante foi aplicado em projetos no Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal.

Fonte: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Governo do Estado de Goiás

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