O Brasil voltou a apresentar avanços na vacinação infantil e reduziu o número de crianças classificadas como “zero dose” — aquelas que não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. Os dados fazem parte do mais recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef, divulgado nesta semana, e mostram uma recuperação importante após a queda registrada durante a pandemia de Covid-19.
Segundo o relatório, a melhora brasileira é resultado da retomada das campanhas de imunização, da ampliação das ações de busca ativa e do fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Apesar do avanço, o cenário mundial ainda exige atenção: cerca de 13,5 milhões de bebês continuam sem receber sequer uma dose de vacina, permanecendo vulneráveis a doenças como poliomielite, sarampo e difteria.
Especialistas alertam que manter altas coberturas vacinais é fundamental para evitar o retorno de doenças que já estavam controladas. A vacinação não protege apenas quem recebe a dose, mas também contribui para a chamada imunidade coletiva, reduzindo a circulação de vírus e bactérias.
No Brasil, autoridades de saúde reforçam a importância de que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar se há doses em atraso.
Fonte: Revista Veja, com base no relatório WUENIC 2025 (WHO/UNICEF Estimates of National Immunization Coverage), divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Unicef.


