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Alimentos ultraprocessados representam ameaça à microbiota intestinal, revela pesquisa

Essa descoberta é mais um alerta sobre os perigos dos alimentos ultraprocessados, que já foram associados a uma série de problemas de saúde.
Foto: Freepik / WS Studio BR
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Uma nova pesquisa publicada na revista The Lancet Planetary Health ressalta os riscos dos alimentos ultraprocessados para a saúde humana. Além dos conhecidos problemas relacionados à gordura saturada, açúcares e sódio, um novo componente desses produtos tem chamado a atenção dos pesquisadores: os emulsificantes.

Os emulsificantes são substâncias químicas utilizadas para combinar água e óleo, conferindo uma boa aparência e textura macia a diversos alimentos presentes nas prateleiras dos mercados, como margarinas, pães e bolos industrializados, sorvetes, chocolates e carnes processadas. No entanto, pesquisadores estão cada vez mais preocupados com as consequências desses aditivos na microbiota intestinal.

A microbiota intestinal, composta principalmente por bactérias, é uma comunidade de microrganismos que normalmente é encontrada em tecidos saudáveis, especialmente no cólon (parte do intestino grosso), mas também pode ser encontrada na pele e em outras mucosas. Megan Rossi, pesquisadora da King’s College London, destaca que a presença de emulsificantes nos alimentos pode afetar negativamente a microbiota intestinal, o que levanta preocupações sobre os efeitos na saúde humana.

Essa descoberta é mais um alerta sobre os perigos dos alimentos ultraprocessados, que já foram associados a uma série de problemas de saúde, incluindo um aumento do risco de desenvolvimento de 25 tipos de câncer, de acordo com o estudo mencionado.

À medida que os cientistas continuam a investigar os efeitos dos emulsificantes e outros aditivos alimentares na saúde, torna-se cada vez mais importante tomar medidas para reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e priorizar uma dieta equilibrada, rica em alimentos naturais e minimamente processados.

Fonte: Jornal O Globo.

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