Goiás inicia o vazio sanitário da soja para combater a ferrugem asiática a partir de terça-feira (27/06). A medida, que se estende até 24 de setembro, proíbe o plantio e a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras. O objetivo é evitar a propagação da doença, já que as plantas que nascem após a colheita, conhecidas como “tigueras da soja”, podem se tornar hospedeiras do fungo causador da ferrugem asiática.
O vazio sanitário tem como benefícios a redução da incidência da doença, a diminuição do uso de defensivos químicos e a proteção ao meio ambiente. Em 2021, Goiás registrou um aumento de 7,8% no número de unidades locais de empresas, totalizando 216,3 mil empresas ativas. Além disso, o setor de comércio foi o que mais empregou no estado, com 386 mil pessoas ocupadas.
A antecipação do vazio sanitário se deve a um pedido da cadeia produtiva da soja, aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A alteração no calendário permitiu aos produtores antecipar o cultivo da safrinha em sucessão à cultura da soja, visando um melhor aproveitamento hídrico das culturas no campo.
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) destaca a importância do cumprimento do vazio sanitário e reforça as orientações para os produtores. O cadastro deve ser realizado até 15 de janeiro, independentemente da data de plantio, e a semeadura e o cultivo de soja em sucessão à soja na mesma área e no mesmo ano agrícola estão proibidos.
A medida preventiva do vazio sanitário é reconhecida como eficaz pela pesquisa científica e contribui para a proteção das lavouras de soja em Goiás.
Fonte: Agência Goiana de Defesa Agropecuária – Governo de Goiás.



