Com o aumento da expectativa de vida, o envelhecimento cognitivo se tornou um tema cada vez mais relevante. Este processo fisiológico natural afeta as funções mentais, como memória, raciocínio e concentração. No entanto, é possível minimizar esses efeitos através da neuroplasticidade, que permite ao cérebro estabelecer novas conexões após a perda de neurônios em determinadas áreas.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de pessoas com mais de 60 anos no Brasil cresceu quase 40% desde 2012, representando atualmente 14,7% da população brasileira. Estudos científicos mostram que o início do declínio cognitivo ocorre por volta dos 45 anos de idade e que o volume cerebral atinge seu pico na casa dos 30 anos.
Apesar disso, é possível manter a memória, o raciocínio e a criatividade em dia, graças à neuroplasticidade do cérebro. Essa capacidade adaptativa permite que o órgão estabeleça novas conexões entre os neurônios, permitindo a recuperação de funções cognitivas perdidas.
Para isso, é importante manter o cérebro ativo com atividades que estimulem o pensamento, como jogos de memória, quebra-cabeças, leitura, aprendizagem de novas habilidades e prática de exercícios físicos, que ajudam na oxigenação do cérebro. Além disso, é importante manter uma alimentação saudável e dormir bem para ajudar o corpo a se recuperar e se fortalecer.
Portanto, o envelhecimento cognitivo é um processo natural que faz parte do ciclo da vida, mas é possível minimizar seus efeitos através da neuroplasticidade e de hábitos saudáveis.



