Entorno Hoje

Noites maldormidas podem diminuir a resposta imunológica do corpo às vacinas

Pessoas que dormem menos de seis horas por noite nos dias que antecedem a vacinação tem uma resposta de anticorpos atenuada à vacina.
Foto: Freepik

Pesquisadores da Universidade de Chicago e do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm) fizeram uma descoberta importante sobre a relação entre o sono e a resposta imunológica à vacinação. De acordo com os cientistas, pessoas que dormem menos de seis horas por noite antes de receber a vacina têm uma resposta de anticorpos menos eficiente do que aquelas que dormem entre sete e nove horas por noite.

A descoberta pode ajudar a explicar por que algumas pessoas respondem melhor às vacinas do que outras. Além disso, sugere que dormir o suficiente pode ser uma maneira fácil e eficaz de aumentar a eficácia das vacinas.

“Ao fortalecer a resposta imunológica do corpo, podemos melhorar a eficácia das vacinas e, por sua vez, ajudar a proteger as pessoas de doenças infecciosas”, disse a autora sênior da pesquisa, Eve Van Cauter, professora emérita de medicina da UChicago.

Os pesquisadores realizaram o estudo em 70 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 40 anos. Os participantes foram divididos em dois grupos: aqueles que dormiram menos de seis horas por noite nos dias que antecederam a vacinação e aqueles que dormiram entre sete e nove horas por noite.

Os resultados mostraram que as pessoas que dormiram menos tiveram uma resposta de anticorpos menos eficiente do que aquelas que dormiram o suficiente. Em média, os níveis de anticorpos das pessoas que dormiram menos eram cerca de 50% menores do que os níveis das pessoas que dormiram mais.

Embora mais pesquisas sejam necessárias para confirmar esses resultados, os cientistas dizem que a descoberta tem implicações importantes para a saúde pública. “Se pudermos encorajar as pessoas a dormir o suficiente antes de receber a vacina, isso pode ajudar a melhorar a eficácia das vacinas e proteger mais pessoas de doenças infecciosas”, disse Van Cauter.

Fonte: Revista Veja

Compartilhe

PUBLICIDADE

Veja também