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Presidente Lula sanciona mudanças na Lei Maria da Penha para garantir medidas protetivas imediatas para mulheres

A proteção será concedida quando houver riscos à vítima ou aos seus dependentes, independentemente de registro de boletim de ocorrência ou de ação na Justiça.

O Presidente Lula assinou mudanças na Lei Maria da Penha com o objetivo de garantir que medidas protetivas urgentes sejam concedidas às mulheres no momento em que elas denunciarem a violência doméstica à autoridade policial. A lei foi publicada na quinta-feira (20).

O projeto de lei foi proposto em 2022 pela então senadora Simone Tebet (MDB) e aprovado pela Câmara dos Deputados no mês passado.

As medidas protetivas de urgência serão concedidas quando houver risco à integridade física, psicológica, sexual, financeira ou moral da vítima ou de seus dependentes. A proteção continuará válida enquanto persistirem os riscos para a vítima ou seus dependentes.

A lei também prevê que as medidas protetivas de urgência sejam concedidas independentemente de:

  • a violência ser ou não considerada um crime;
  • ajuizamento de ação penal ou civil;
  • existência de inquérito policial;
  • registro de boletim de ocorrência.

Quando a proposta foi apresentada no Congresso Nacional, Tebet justificou que, em alguns casos, a Justiça condicionava a validade das medidas protetivas à existência de inquérito policial ou de algum processo civil ou criminal.

A mudança na legislação também garante que a Lei Maria da Penha seja aplicada em todos os casos de violência doméstica e familiar, “independentemente da causa ou motivação” e da condição do agressor ou da vítima.

Fonte: G1 Política

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